Confederação das Câmaras de Comércio e Indústria analisa investimento estrangeiro

2018-04-13

A Confederação das Câmaras de Comércio e Indústria Alemãs (DIHK) publicou há poucos dias o seu relatório sobre o investimento estrangeiro alemão (primavera 2018). Segundo este documento, uma em cada três empresas alemãs tem projetos para reforçar o seu investimento no estrangeiro, disponibilizando para o efeito um orçamento superior ao do ano passado. Segundo as estimativas do DIHK, este investimento irá traduzir-se na criação de mais 200.000 postos de trabalho em todo o mundo. A confirmarem-se estes valores, no final de 2018 as empresas alemãs empregarão nas suas filiais e sucursais no estrangeiro aproximadamente 7,6 milhões de pessoas, com uma larga maioria na indústria, mas também nos setores do comércio e dos serviços.

Com a sua presença no estrangeiro, a indústria alemã alarga a cadeia de valor internacional – e não em detrimento do investimento interno. No início de 2018, este revela pela primeira vez em muito termo a mesma dinâmica que o investimento no estrangeiro. Só na indústria serão criados cerca de 80.000 novos postos de trabalho em 2018, e para toda a economia cerca de 600.000, de acordo com as estimativas do DIHK, uma vez que as empresas, ao investirem no estrangeiro, estão a reforçar a sua posição no mercado mundial, o que, por sua vez, se traduz em mais encomendas e produção no mercado interno.

Com a crescente dinâmica da conjuntura económica europeia, também aumenta o investimento das empresas alemãs nos países da União Europeia. Quanto mais as tendências protecionistas se acentuam a nível mundial, maior importância ganha a Europa enquanto plataforma para a produção e o comércio. Das empresas inquiridas pelo DIHK, 63 porcento faz planos para investir na Zona Euro, quando há dois anos eram apenas 55 porcento. Também a Ásia ganha maior relevo, com destaque para a China. Já do outro lado do Atlântico os sinais são contraditórios. Apenas 35 porcento das empresas planeia novos investimentos nos Estados Unidos, quando em 2017 ainda eram 37 porcento. A maioria das empresas receia que as renegociações para o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) venham a trazer mais tensões para as cadeias de fornecimento locais.

 

Consulte o estudo completo do DIHK neste link.

 

Fonte: DIHK

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